Resolvi passar nove dias de descanso longe de São Paulo. A primeira opção foi Trancoso ou Itacaré… mas troquei a praia e o sol (ou chuva?) por Buenos Aires. Saí de São Paulo dia 16 de maio às 15h30. Cheguei no aeroporto de Ezeiza por volta das 18h45 – o vôo atrasou porque buscavam as malas de dois passageiros que de última hora resolveram abortar a viagem.

Depois da última experiência num hotel horrível em Bue – o Hotel de la paix (na Rivadavia) – achei melhor e mais barato ficar num hostel. Não quis pegar nenhum pacote e fui por conta própria, comprei passagem na Gol e vi a hospedagem por aqui – Hostel World. Logo que desembarquei, fui correndo para o Ponto de encontro, um círculo laranja do lado do desembarque. Fiquei uns 30 minutos esperando a van me buscar e…nada!
O jeito foi pegar um ônibus pela Tienda Leon, AR$ 45. O ônibus seguiu para um pátio da empresa em algum bairro que não lembro. De lá, um motorista me levou até o começo da Florida, no centro de Buenos Aires. Percorri dois quarteirões até entrar num locutório para ligar pro Brasil e avisar que estava viva. Aproveitei para perguntar onde era o hostel… e, como era na próxima esquina, preferi não ligar e deixar a bagagem para retornar. Não retornei. Num minuto de descuido, abriram a minha mochila e levaram meus pesos, meus reais, meus dólares e meus cartões de crédito.
Entrei no hostel desesperada. Meu dinheiro havia sido roubado e não tinha como pagar a hospedagem e comer. O trajeto do locutório para o hostel não passa de dois metros. Com o celular sem serviço, a primeira coisa que fiz foi ligar o computador e tentar falar com alguém de casa ou amigos. Sem muito sucesso pelo msn, twittei que havia sido roubada e precisava de ajuda. Consegui. Cartões bloqueados e com pouco dinheiro no bolso, resolvi comprar algo para comer. Só deu para comer no Mc Donald’s e comprar uma água. A minha salvação foi uma brasileira que reside em Buenos Aires há dois ano, a Alicia, do Ideafixa, que sacou o dinheiro transferido para sua conta. No dia que a conheci, estava sem tomar café e com fome, quando resolvi conhecer um dos restaurantes que indicou – o Family.

A empanada deles é MUITO boa, crocante, bem temperada e quentinha. Adorei. Pena que não tenha voltado ao local. Depois de comer no Family, tenho certeza absoluta de que as empanadas do Empanadas da Vila Madalena é mesmo horrorosa.
Ninguém vai ter saco de ler a minha viagem inteira, portanto, vou colocar aqui alguns lugares que eu acho que todos que vão para Buenos Aires devem conhecer ou pelo menos dar uma passada.
1. Comer empanadas no Family. Indico a de carne e a de queijo, a de frango eu não curti muito.
2. Andar pela Plaza Dorrego e região. Vi várias lojas de decoração bacanas, artigos em feltro, lã e bugigangas que toda mulher adora comprar. Havia anéis, brincos e colares em prata baratinhas.
3. Passear pela Recoleta. O cemitério é dispenspavel, totalmente, principalmente se já conhecer BsAs. Aproveite para deitar na grama e tomar um pouco de sol longe dos Gardelitos, aquelas pessoas que se acham Gardel e tentam tirar um trocado como os repentistas chatos de qualquer praia do nordeste.
4. Na Recoleta ainda, veja as lojas do shopping Buenos Aires Design e prepare-se para querer comprar alguma coisinha. Adorei uns quadros dos Beatles (sim, dos Beatles) mas não tive dinheiro para comprar.
5. Eu amo junk food. Quem também curte um bom hambúrguer, pode aproveitar e dar um pulinho no Hard Rock. Você vai gastar um 50 pesos para beber uma gaseosa (refrigerante) com um lanche e batata frita. Se quiser trocar a batata pela cebola, paga-se mais três pesos.
6. Troque os alfajores por sorvete. A casquinha mais barata da Freddo custa AR$ 9 e com mais AR$ 2,25 você pode colocar calda de chocolate quente e outras besteiras. Adorei dois sabores da Freddo, um que era sorvete de creme com doce de leite e pedaços de chocolate e o granizado, o famoso flocos, que é o sorvete que mais gosto desde criança. A segunda sorveteria, indicaçao da Alicia, é a Las Grutas.
É isso, depois coloco mais dicas e fotos.




